As quedas em idosos são um problema frequente, com importantes consequências físicas, psicológicas e sociais.
Dentre as principais consequências decorrentes das quedas, encontram-se as fraturas, que parecem imputar ao idoso maior vulnerabilidade a novos episódios, independentemente de sua frequência.Entre outras consequências das quedas, encontram-se lesões na cabeça, ferimentos graves, ansiedade, depressão e o chamado “medo de cair” (medo de subsequentes quedas), que também pode acometer idosos que nunca caíram.
Temos também as consequências psicológicas e sociais, como medo de cair,abandono de atividades, tristeza,mudança na vida/ comportamentos, problemas de memória, problemas para se orientar no espaço e tempo, sentimento de impotência, declínio em atividade social, isolamento, perda de autonomia,liberdade pessoal e independência,mudança de domicilio/ambiente, modificações de hábitos, volta da independência, atitude protetora, rearranjo familiar e morte.
As consequências mais comuns nos idosos pode variar entre: as fraturas, que variam de 2,56 a 64%, sendo que as mais comuns ocorreram no fêmur, variando entre 33,3 a 62%, quadril 2,6 a 12%, braços 7 a 49% e antebraço 9,9a 12,5%, considerando-se as fraturas de rádio. A ocorrência foi maior em mulheres do que em homens.
O medo de uma nova queda também teve alta frequência entre os estudos, sendo identificado com uma taxa de variação entre 44 a 88,5%. O abandono das atividades teve uma variação de 12 a 25,9%. A perda de autonomia chega a 14%.
Os números de lesões, torções, contusões, ferimentos (superficiais) e surgimento de outras doenças pode chegar de 1 a 56%.
A procura de atendimento de emergência / médico tem uma variação de 7 a 48,6%.
Entre as limitações funcionais encontradas, destacam-se: dificuldade para utilizar os membros superiores (MMSS), dificuldade de levantar da cadeira, de realizar exercícios, de caminhar em superfície plana, de deitar e levantar da cama, vestir-se, caminhar fora de casa, com uma variação 6,9 a 40,9%.
A mudança de domicílio/ambiente foi identificada nos estudos com uma variação de 0,5 a 64%. A dor pós-queda variou entre 4,9 a 31%. A morte foi encontrada em apenas um estudo 28%,sendo que 50% foram por fratura de fêmur causando uma embolia e 50% por lesão neurológica causando um trauma intenso.
Fontes:
https://www.scielo.br/j/rbgg/a/B3cngz9rfSHfYD3f6ZH4Gdj/?format=pdf&lang=pt
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